Tucanos contam com ministra Tereza Cristina para compor a bancada estadual

A nuvem de dúvida que paira sobre uma possível candidatura de Tereza Cristina (União Brasil) como vice de Jair Bolsonaro (PL) na chapa que vai concorrer à reeleição do mandatário-mor do Brasil em outubro deste ano é algo que anda deixando o cenário político sul-mato-grossense mais indefinido do que o previsto.

Nesse contexto, os tucanos de Mato Grosso do Sul são os que mais precisariam “quebrar a cabeça” para encontrar peças que completem o jogo político visando à campanha do secretário estadual de Obras, Eduardo Riedel, ao posto de governador.

Contudo, estes revelam que, por ora, não trabalham com um plano B para a hipotética situação e acreditam que a palavra dada anteriormente por Tereza, de que ela será candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul, será integralmente cumprida.

Um dos que aportam nessa ideia é o deputado federal Beto Pereira, um dos principais líderes tucanos em Brasília (DF) e nome com influência direta em decisões do partido na esfera regional. “Tudo ainda é muito prematuro, então falar nisso é prematuro também”, diz Beto.

“Nossa tratativa com a Tereza é de que ela sairá ao Senado, e enxergamos ainda como distante essa situação projetada de ela ser vice. Mas sabemos que as candidaturas mudam de um dia para outro, na véspera dos lançamentos”, completou.

Apesar disso, um plano B por agora é descartado pelo parlamentar, que foi o terceiro mais votado do Estado em 2018 para ocupar uma cadeira na Câmara Federal, conseguindo 80,5 mil votos.

“Na minha avaliação, pensar em plano B, novas articulações, agora, é gastar energia à toa, até porque ela vem negando que tenha conversado sobre isso”, diz Beto, ao falar sobre Tereza ter se tornado o plano A do Centrão para ocupar o cargo de vice de Bolsonaro.

Ontem, em agenda pública, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), principal líder regional do partido atualmente e um dos maiores entusiastas de Riedel como seu sucessor na governadoria, também comentou o assunto com a imprensa.

“Acredito que a questão de ela ser ou não ser senadora é decisão de cunho pessoal. Acho que existe uma vontade [de Tereza], e uma vontade do nosso grupo, das pessoas que nos acompanham, dos partidos, de ter aliança com a ministra Tereza [como concorrente ao Senado]”, destaca Azambuja.

O governador continua sua fala admitindo também que tem interesse em dividir espaço com o “grupo político que ela representa, com os ideais que ela defende, com aquilo que ela acredita como política pública”, fechando a fala afirmando que “há muita sintonia com o pensamento nosso”.

Tereza não abre mão de caminhar ao lado de Bolsonaro nas eleições de outubro, seja na nacional, seja regionalmente, e isso pode tirá-la em breve do União Brasil. As siglas PP e PL são possíveis caminhos.

Braço político e técnico e nome de confiança

Líder ruralista com a maior proeminência atualmente, Tereza Cristina chegou ao cargo de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento graças à indicação da bancada da qual faz parte e sempre defendeu

(*) Correio do Estado