MS registrou mais de 100 ocorrências de afogamentos em 2021; veja dicas para evitar tragédias

Este ano em Mato Grosso do Sul foram registradas 102 ocorrências de afogamentos e resgates em rios e afins, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com levantamento dos militares, até 9 de dezembro deste ano, foram 60 ocorrências envolvendo afogamentos, 3 de afogamentos em baldes ou similares, 14 de busca e resgate em pessoa com vida em área alagada e 25 de busca e resgate de cadáver em meio aquoso.

No último dia 6, um homem de 31 anos morreu afogado no dia do seu aniversário, em uma chácara de Ribas do Rio Pardo, a 97 quilômetros de Campo Grande. Dilson Garcia Vilhalba nadava com um amigo no lago da chácara, quando ele teve uma cãibra e acabou afundando. O homem desapareceu no lago e só foi encontrado no outro dia pelos bombeiros.

Outro caso recente que chamou atenção pela aparente banalidade, um jovem de 22 anos morreu em um condomínio de luxo no dia 14 de novembro, em Jaraguari, a cerca de 30 quilômetros da Capital. Lucas de Jesus Benites foi encontrado por equipes do Corpo de Bombeiros a uma profundidade de 3 metros no lago do condomínio

Os dois casos e outros tantos que marcaram o ano de 2021 no Estado poderiam ser evitados caso medidas simples de3 prevenção fossem tomadas. Chegando ao final de ano, quando muitas famílias visitam lagos, rios e praias, o Corpo de Bombeiros dá dicas para evitar que tragédias aconteçam.

 Afogamentos

 –  Caso presencie um afogamento, só tente salvar a vítima se for habilitado e esteja em boas condições físicas para a ação; caso contrário, se for possível a aproximação, lance algum objeto flutuante (boia, isopor, prancha, etc) que ajude a vítima a flutuar ou que possa agarrar e ser tracionada para a margem (cordas, galhos com boa resistência, etc);

 – Acione o guarda vidas ou o Corpo de Bombeiros Militar através do telefone de emergência 193;

– Piscinas de clubes e condomínios devem possuir acessos restritos e placas com informações;

– Pais e/ou responsáveis devem dedicar atenção integral às crianças;

– A existência de guarda-vidas não substitui a atenção e responsabilidade dos pais e/ou responsáveis;

– Não faça uso de bebidas alcoólicas antes ou durante a permanência na água;

– Obedeça às orientações e determinações dos guarda-vidas;

-Respeite as sinalizações de alerta e proibição;

-Evite brincadeiras que coloquem a segurança em risco, tais como “briga de galo”, “caldo”, competições de apneia (segurar o fôlego), entre outras;- Evite mergulhos “de ponta” em locais que não possuam conhecimento sobre a profundidade e relevo subaquático.

(*) MIDIAMAX