Ex-guarda que matou a tiros recebe sentença: 44 anos preso por duplo homicídio

Após cerca de sete horas de julgamento, o ex-guarda Municipal Valtenir Pereira da Silva recebeu a sentença por matar a tiros a ex-namorada, a professora Maxelline da Silva dos Santos, de 28 anos, o amigo dela, Steferson Batista de Souza, de 32, e por ferir Camila Telis Bispo. Pelos crimes, cometidos no dia 29 de fevereiro de 2020, o réu terá de cumprir pena que, somada, ultrapassa 44 anos.

A maior pena atribuída ao ex-guarda foi pelo feminicídio de Maxelline e pela quebra da ordem para não se aproximar da vítima: 21 anos de reclusão. Já pelo assassinato de Steferson, 14 anos. Em ambos os homicídios foram considerados recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e motivo torpe como qualificadoras.

Com relação a tentativa de homicídio de Camila a pena foi fixada em 9 anos e 4 meses. Conforme decisão da Justiça, Valtenir terá de cumprir a prisão em regime fechado e só poderá solicitar regressão para o semiaberto depois de ter cumprido pelo menos 50% da pena total de 44 anos e 4 meses.

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“Como não existe uma pena de prisão perpétua essa foi satisfatória. Depois de muito tempo e muita luta finalmente vou poder seguir minha vida em outros projetos já que minha filha não volta mais.  Ele tá preso mas ele está vivo. Minha filha não”, comentou Marisa Rodrigues da Silva, de 52 anos, mãe de Maxelline após a leitura da sentença. Yuri

Ronald Calixto, advogado do ex-guarda disse que, agora, a defesa irá analisar o processo para definir se irá ou não recorrer a decisão.

Caso – O duplo homicídio aconteceu no Loteamento Nova Serrana, na Capital. Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Valtenir, descumprindo medida protetiva, procurou a ex-namorada, que participava de churrasco na casa dos amigos.

Maxelline foi conversar com o ex, mas o diálogo virou discussão e Camila Bispo – amiga de Maxelline – tentou acalmar os ânimos. Porém, ele empunhou a arma de fogo, Camila saiu correndo, mas mesmo assim foi atingida nas costas. Steferson Batista de Souza, 32 anos, marido de Camila, saiu do imóvel para ver o que estava acontecendo e foi morto. Em depoimento, ele disse que ficou “pilhado” quando chegou à casa da amiga da ex-namorada.

Amigos e familiares das vítimas acompanharam o julgamento de Valtenir no Tribunal do Júri. No dia 20 de fevereiro deste ano, a família de Maxelline protestou em frente à Casa da Mulher Brasileira para pedir celeridade à Justiça. Um mês após o protesto, o júri do ex-guarda foi marcado.

fonte: Campo Grande News