“Ela me ligava todo dia”, afirma mãe de mulher assassinada depois de estupro

Marta Fernandes, de 67 anos, mãe de Suara Albuquerque Corrêa da Silva, de 40 anos, estuprada, assassinada e largada em uma construção em Três Lagoas, a 327 km da Capital, na quinta-feira (7) ainda está em choque, muito abalada e tenta entender o motivo para tanta crueldade com a filha.

Suara, segundo a mãe, morava já há dez anos em Três Lagoas. Tem dois filhos, de 21 anos e uma menina de 13 anos, que mora há 6 anos com a avó em Campo Grande.  Havia perdido a visão de um dos olhos em um acidente, era usuária de drogas e trabalhava com reciclagem na cidade. Marta, diz não acreditar que tamanha crueldade tenha sido feita com a filha.

“Não esperava. Ela me ligava todo dia. Falei com ela na noite do dia anterior. Veio me ver em fevereiro”

inda de acordo com ela, não acredita na versão de que o assassino seja ex-marido da filha, pois conversavam todos os dias e nunca foi comentado sobre tal homem, já que conhece o namorado dela. “Falei com ele agora pouco. Está em choque, bastante abalado, não consegue falar, só chora”, informou a idosa.

O filho mais velho da vítima foi quem conseguiu trazer o corpo para a Capital. Com ajuda de doações, Suara será velada e sepultada hoje (9).

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“Não me conformo perder uma filha aos 40 anos desse jeito, ela era jovem. Quero que a justiça seja feita e que essas pessoas não fiquem impunes para evitar mais sofrimento de famílias”, conclui.

Crime- Edinaldo Aparecido Martins, de 39 anos, foi preso após o crime. Ele confessou que esteve com a vítima, mas negou o crime, indicando outro homem, de 25 anos, ex-marido de Suara, como sendo o autor do estupro e feminicídio.

O ex-marido também foi localizado pelos policiais, próximo ao local do fato. Apesar de tentar responsabilizá-lo pelo crime, Edinaldo foi visto na construção e também estava com o celular da vítima. Ele – que responderá também por furto – e o ex-marido de Suara foram presos em flagrante por estupro e feminicídio. A motivação é apurada.

O corpo de Suara Albuquerque foi encontrado na manhã de ontem (7), em uma construção abandonada no Jardim Flamboyant, com marcas de violência sexual. Conforme a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), exame constatou que ela foi morta por asfixia.

Fonte: Campo Grande News