Com 9 réus do PCC, julgamento ganha reforço policial e pode durar até 2 dias

Desmarcado no início do mês por falta de defensores públicos para atender os nove réus do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi retomado o julgamento deles, acusados de participarem do “Tribunal do Crime”, de Joyce Viana de Amorim, decapitada em 2018.

O julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri terá esquema reforçado de segurança, por conta do número de réus e por envolver briga entre facções.

O juiz Carlos Alberto Garcete, titular da 1ª Vara, disse que são designados dois policiais para cada réu. Além disso, viaturas do Batalhão de Choque estão posicionadas na frente da entrada da sala de julgamento e outra na Rua Barão do Rio Branco. Uma viatura da PF (Polícia Federal) também está no local.Garcete acrescentou que a intenção é que o julgamento termine ainda hoje, mesmo que avançando pela noite. Porém, com o número de réus envolvidos, testemunhas a serem ouvidas e as réplicas e tréplicas que podem ser usadas por defesa e acusação, a conta pode mudar. “Isso pode durar dois dias”, disse.
O defensor público Rodrigo Sochiero, que representa dois dos acusados, Lucas da Silva e Marcos Felipe Dias Lopes, disse que o papel da defesa é estabelecer “correta responsabilização daqueles que merecem alguma responsabilização”. Sochiero explica que a denúncia acusa os nove réus por homicídio, considerada por ele “ampla demais”. Segundo ele, é preciso estabelecer exatamente o papel de cada um deles.

Serão julgados hoje Danilo de Souza Brito, Ghian Lucas Martinez, Eloir Anjos de Oliveira, Lucas da Silva, Marcos Felipe Dias Lopes, Miriã Helena Julio Paschuin, Isabella Sanches dos Santos, Davi Miguelão e Welisson de Souza Silveira.

Perfil – Antes do início do julgamento, Garcete comentou a mudança nas características dos homicídios julgados em Campo Grande. O juiz avalia que houve “mutação na forma de violência”, já que, anteriormente, as mortes eram relacionadas a problemas individuais, relação direta entre o acusado e a vítima.

“Hoje, nós temos muitos casos em relação a esse fenômeno, que é execuções que envolve organizações criminosas em que o crime de homicídio acaba sendo um ‘crime meio’ para atividade fim dessas organizações criminosas que são pistolagem, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, então, mudou o perfil de homicídio nesses anos”, disse Garcete.
A execução – Após 10 dias desaparecida, Joyce Viana de Amorim, 22 anos, foi encontrada com as mãos amarradas e sem a cabeça, na manhã do dia 14 de maio de 2018, em estrada vicinal que dá acesso à Avenida Wilson Paes de Barros, entre os bairros Santa Emília e Nova Campo Grande.

O crime, segundo a polícia, aconteceu depois que a vítima tentou “recuperar” um chinelo furtado, afirmando ser integrante do CV (Comando Vermelho). Após a afirmação, foi mantida refém, forçada a gravar um vídeo em que confessava ser integrante da facção carioca e, por fim, executada.

As investigações da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) identificaram a participação de dez pessoas e três adolescentes no crime. Um dos acusados morreu antes de ser levado a julgamento.
A execução – Após 10 dias desaparecida, Joyce Viana de Amorim, 22 anos, foi encontrada com as mãos amarradas e sem a cabeça, na manhã do dia 14 de maio de 2018, em estrada vicinal que dá acesso à Avenida Wilson Paes de Barros, entre os bairros Santa Emília e Nova Campo Grande.

O crime, segundo a polícia, aconteceu depois que a vítima tentou “recuperar” um chinelo furtado, afirmando ser integrante do CV (Comando Vermelho). Após a afirmação, foi mantida refém, forçada a gravar um vídeo em que confessava ser integrante da facção carioca e, por fim, executada.

As investigações da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) identificaram a participação de dez pessoas e três adolescentes no crime. Um dos acusados morreu antes de ser levado a julgamento.